Da Saga “Perdi os transportes”

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Chega… “Parti o pulso no autocarro”.

Ao longo destes anos de transportes públicos – que, confesso, são apenas três -, já vi muita coisa. Já vi as velhotas de pé e os jovens sentados, já vi a selva em que o Metropolitano de Lisboa se transforma e já vi o músculo de pernas que algumas pessoas ganham a correr entre o comboio e o barco.

O que nunca tinha visto era alguém a magoar-se a sério. Há umas semanas apanhei um autocarro da Carris para o Marquês de Pombal e, como quase sempre, parecíamos sardinhas enlatadas. O motorista tinha dificuldades em fechar a porta e quando nos avisava todo o mundo se apertava ainda mais e lá a fechava. Não tinha onde me agarrar, e ele parecia estar a jogar do jogo do “trava a fundo”, ali não existia soltar a embraiagem com gentileza. Mas, apesar de tudo, sobrevivi sem qualquer dano.

E a partir daí que tem sido sempre a piorar.

Eis que ontem assisti a uma cena que nunca esperei. Estava na fila quando o autocarro parou e as pessoas começaram a sair. Então, pela porta da frente, enquanto algumas pessoas já entravam, saiu uma rapariga toda curvada e notavelmente cheia de dores. Ainda tentei perceber o que se passava, mas o motorista estava tão apressado para que entrássemos que entrei e esgueirei-me para o meio do autocarro. Mas ele continuava sem avançar. Querem saber o que se passou? Quando abriu a porta – aquelas portas da frente, a quem vai sempre pessoal colado graças a ir tudo a abarrotar – partiu o pulso à rapariga. E agora a culpa é de quem? Do motorista que abriu a porta, da rapariga que ali estava “a jeito” e não tomou cuidado, ou do sistema por permitir que os transportes públicos cheguem a este ponto?

Certo é que o autocarro não saiu dali, eu fui a pé e a rapariga, muito infelizmente, seguiu para o hospital.

Enfim..

Beijinhos e Abraços,

– A

 

The Rain Outside

Eu sou uma pessoa que adora chuva… Quando estou em casa, com uma manta, a ver um filme.
Detesto ter de sair com um casaco impermeável, aquelas botas de cano alto e um guarda chuva atrás. Pior que tudo, é fazer tudo isso e mesmo assim apanhar chuva porque o guarda chuva se parte, o que comigo é o pão nosso de cada dia.

Gosto, no entanto, de adormecer a ouvir a chuva a bater nas persianas. Dá-me uma sensação de tranquilidade, vá-se lá perceber.

Beijinhos e Abraços,

– A

People and public transportation

Uma coisa que me chateia desde que comecei a andar regularmente de transportes públicos, é as pessoas.

Claro, os atrasos chateiam, as supressões muito mais… Mas as pessoas? Jesus.

No meu primeiro ano de faculdade perguntava-me porque se levantavam no comboio três estações antes daquela em que queriam realmente sair e monopolizavam a saída, como se nessas três estações não houvesse também alguém a querer sair.
No meu segundo e terceiro ano veio a experiência do metro. Porque raio é que as pessoas se colocam tipo barreira em frente às portas do metro, e forçam a sua entrada naqueles que estão efetivamente a tentar sair. Só um pensamento, gente: se deixarem os outros sair, o metro fica com mais espaço, se o metro fica com mais espaço, mais facilmente vocês entram. Just saying. Parece que têm medo de não conseguir entrar então criam ali uma guerra similiar ao do filme 300 e nada mais importa.

Então e o barco? Em que a pessoa opta por se sentar no lugar de dentro para, apenas após cinco minutos, fazer as outras duas levantarem-se para se ir pôr à porta? Opah… Não se sentem. Sentem-se às pontas. Digam às outras que vão sair daí a cinco minutos e perguntem se querem trocar e ficarem elas nos lugares de dentro – atenção, a viagem são 20 minutos.

Não vou falar sequer na noção de filas, ou nos lugares prioritários, mas é um pouco chato ver aquele velhinho que mal se aguenta nas pernas quase a cair sempre que um condutor da carris – que são extremamente gentis e nunca travam a fundo – faz uma travagem, porque há quatro jovens/adultos que não sabem o significado daqueles quatro bancos de cor diferente e devidamente assinalados.

Agora atenção. Quando me refiro a estas pessoas, não me refiro a adolescentes mal educados ou aos vagabundos destas vidas. Refiro-me a homens de negócios, com as suas pastas e as suas gravatas; refiro-me às “tias” finas que viram lobisomens para entrar nos transportes e deus lhes livre de ir de pé naquela viagem de 10 minutos – mesmo que a pobre coitada de duas crianças ao colo se tenha de sujeitar a tal; e refiro-me à minha faixa etária, pessoas que estudam ou trabalham, e que felizmente ainda conseguem ter força nas perninhas para se aguentarem.

Enfim…

Beijinhos e Abraços,

– A

Trump what?

Não vou dizer que segui religiosamente as eleições americanas, mas acho que bem ou mal todos sabemos quem é o Donald Trump, right?

Bem, pelos debates que vi, pelos comentários que ouvi e pelas coisas que li… América, como podes ser tão burra?

Eu compreendo, pronto, nenhum dos candidatos era um Obama ou uma Michelle, mas nunca ouviste falar do “menor dos dois males”? América, como é que pudeste passar de um Obama para um presidente xenófobo, homofóbico, sexista, aldrabão, e tudo de errado o que há no mundo? Que mundo é este, em que uma criatura que diz que as mulheres são para “grab by the pussy”, e que os estrangeiros não merecem quaisquer direitos, é agora presidente de uma parte tão influente do globo?

Como é que passas de um presidente que apoia a liberdade de expressão, que respeita as pessoas, que diz “don’t boo, vote” para um Donald Trump? O que é que se passa de errado contigo?

Como é que mulheres, mulheres!, tiveram a coragem, a estupidez, de votar neste palhaço de reality show? Serão as mesmas mulheres que levam porrada e ainda acham que o marido vai mudar? Serão mulheres sem qualquer amor ou respeito próprio? Sem filhas a quem queiram dar um mundo onde o sexo feminino é respeitado?! Daqui a 5, 10, 15 anos venham-se queixar que perdemos direitos, que fazem de nós o que querem. Quando as vossas filhas forem abusadas no trabalho, as culpadas são vocês. Quando não forem respeitadas, olhem no espelho e vejam a causa disso.

E os homens todos cultos e educados que também votaram? Sim, porque não foram só os campónios incultos com desejos de vingança, antes fosse. Pessoas cultas não votariam no Trump. Pessoas cultas não votariam num boneco de reality show para presidente de uma nação.

A Hillary era perfeita? Longe disso, mas talvez não viesse causar a III Guerra Mundial.. Mas claro que a América tem de ganhar sempre, e se a Alemanha causou a última guerra, os EUA têm de causar a próxima.

Sabes uma coisa, América?

Falhaste para com o Obama, e às palavras que ouço vir da boca do Sr. Trump, tenho quase a certeza que falhaste para com o mundo.

– A

21 years old

Por algum motivo sempre tive uma certa fascinação com os 21 anos. Quando tinha 10, e brincava com as Barbies, elas tinham 21; quando escrevia histórias, as personagens principais tinham 21.

Eu tenho 21 desde Maio, e a minha vida até que está parecida com o que idealizava. Tenho o rapaz, tenho o curso tirado, tenho o primeiro trabalho. Mas se há algo que não tenho, que todas as heroínas das minhas histórias tinham, é aquele espirito de adulto. Não sei porquê, mas imaginava os 21 quase como hoje olho para os 30 – lá está, se calhar chego aos 30 e esse ideal passa para os 40.

Metade das coisas que punha as Barbies a fazer, eu não faço; 100% do que imaginava as minhas heroínas fazerem eu não farei durante muito, muito, tempo.

Mas mesmo assim, os 21 são bastante bons.

Beijinhos e Abraços,

– A

The Girl Who Wanted It All

Ela era a rapariga que queria tudo.

Queria tempo para si, mas ao mesmo tempo queria ser bem sucedida; queria passar os dias nas mantas, em boa companhia, mas queria ter uma profissão que puxasse por si; queria viver a vida sem realmente correr quaisquer riscos.

Queria vencer o jogo, sem o jogar.

Halloween

Estou três dias atrasada com este post, para terem noção de como foi a festa #justkidding
Os meus amigos e eu sempre gostámos do Halloween e, por sorte (e muita organização da minha parte e muita ajuda da parte deles) este ano fomos passar a noite de Halloween a uma casa, no meio do nada, decorada e com tudo aquilo a que tinhamos direito.

Caso se estejam a questionar, sim, a diabinha sou eu.

Beijinhos e Abraços

– A

Why aren’t you always like that?

Aconteceu já há alguns dias.
Sabem aquele momento à filme em que o rapaz rodopia com a rapariga e riem e estão felizes? Eu estava a meio desse momento quando chegou ao pé de nós uma velhota que pediu desculpa por se intrometer, mas que teve de perguntar:

“Porque é que vocês não são sempre assim?”

Ao início não entendi, e até perguntei a que se referia. E ela simplesmente respondeu “Felizes”. Contou-nos como já tinha perdido o marido com quem passara uma vida, e como nunca tinha amado ninguém de modo igual, e ” deu-nos na cabeça” por discussões que possamos ter pois devíamos era aproveitar enquanto cá estamos.

Foi embora tão rápido quanto chegou, mas não passou despercebida.

Beijinhos e Abraços,

– A

Fast Food


Não costumo ser dada a fast food, passo bem sem McDonnald’s ou “Burguer King”, até porque sou bastante esquisita. Mas se há coisa que adoro é um bom hamburguer com um ovo estrelado. Assim, simples. 

A primeira vez que comi foi na LxFactory, depois em Benfica e agora em Aveiro… E como já me apetece repetir!

Enfim, é fácil agradar-me.

Beijinhos e Abraços,

– A